Fibromialgia: Quando a dor é real e os exames não mostram nada

A fibromialgia é uma das condições que mais demoram a receber diagnóstico, e uma das que mais são atribuídas a causas emocionais antes de serem investigadas.

  • Dr. Shigueo Yonekura – Neurologista em São Paulo – SP
  • Mais de 40 anos de experiência – CRM: 44519/SP l RQE Nº: 77390
QUERO MAIS INFORMAÇÕES
Mulher de costas segurando a nuca com a mão, em sinal de dor no pescoço
Mão apoiada sobre o ombro e a base do pescoço, em sinal de dor muscular

O que é fibromialgia e por que os exames costumam vir normais?

Fibromialgia é uma condição caracterizada por dor difusa e persistente, acompanhada de fadiga, sono não reparador e alterações cognitivas. Os exames de imagem e laboratoriais costumam vir normais, e é justamente isso que faz o diagnóstico demorar.

Os exames vêm normais porque o problema não está nos músculos, articulações ou tecidos onde a dor é percebida, mas no processamento central da dor. O sistema nervoso responsável por receber, modular e interpretar os estímulos dolorosos passa a amplificar sinais que normalmente não seriam registrados como dor.

Quais são os sinais de que a dor crônica precisa de avaliação neurológica?

Os sintomas variam conforme a duração e a causa, mas os mais frequentes são:

  • Dor difusa em várias regiões do corpo, presente na maior parte dos dias;
  • Rigidez ao acordar, com dificuldade para iniciar os movimentos;
  • Sono de duração adequada que não traz sensação de descanso;
  • Fadiga persistente que não melhora com repouso;
  • Dificuldade de concentração, lapsos de memória e lentidão de raciocínio;
  • Sensibilidade aumentada ao toque, à pressão, ao frio ou ao calor;
  • Dores de cabeça recorrentes associadas ao quadro;
  • Alterações de humor, irritabilidade e ansiedade;
  • Exames de imagem e laboratoriais sem alterações que expliquem a dor.
Mãos segurando várias cartelas de comprimidos e cápsulas coloridas

Por que analgésicos e anti-inflamatórios costumam não resolver?

Essa é a situação mais frequente no consultório. O paciente inicia com analgésico comum, passa para anti-inflamatório, depois para associações e relaxantes musculares, com resultado limitado.

O problema é que esses medicamentos atuam sobre processos locais, e na fibromialgia a dor não decorre de inflamação no local onde é sentida. O medicamento age em um alvo que não é o que produz a dor. É por isso que a resposta costuma ser insuficiente mesmo com aumento de dose.

Dr. Shigueo Yonekura, neurologista, em seu consultório

Tem dor difusa e os exames que não explicam o que você sente?

O Dr. Shigueo Yonekura é neurologista com formação em Neurologia e Sono pelo Hospital das Clínicas da USP, com atuação voltada à investigação e ao tratamento de condições neurológicas que envolvem dor, sono e cognição.

FALAR NO WHATSAPP